A qualidade da água de rios da faixa litorânea de Santa Catarina apresentou uma melhora nos últimos meses. É o que aponta o Boletim Qualiágua SC referente à campanha de monitoramento da qualidade das águas do segundo trimestre de 2021. O relatório foi divulgado nesta sexta-feira (30/07). Atualmente são monitorados 40 pontos da vertente hidrológica litorânea. Em 62,5% desses pontos a qualidade global das águas, avaliada por meio do Índice de Qualidade da Água (IQA), apresentou melhora em comparação com os dados do primeiro trimestre de 2021, divulgados em março. Em 30% houve piora e em 7,5% dos pontos monitorados o índice se manteve estável. O Boletim Qualiágua SC é uma publicação trimestral da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), por meio da Secretaria Executiva de Meio Ambiente (Sema).

O cálculo do IQA leva em consideração nove parâmetros considerados representativos para a caracterização da qualidade das águas superficiais do Estado de Santa Catarina: coliformes termotolerantes, pH, cloreto, nitrogênio total, fosfato total, temperatura da água, turbidez, sólidos totais e oxigênio dissolvido. As coletas da segunda campanha de 2021 do Qualiágua foram realizadas entre os dias primeiro e 12 de junho.

Desconformidades
Quando os dados são comparados com o estabelecido pela Resolução 357/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), 26 pontos não atenderam a um ou mais padrões na campanha de junho. Ainda que o número permaneça elevado, houve redução, já que em março foram 27. A principal desconformidade verificada é em relação à presença de coliformes termotolerantes, que pode indicar a ocorrência de despejos de esgotamento sanitário ou de lançamento de efluentes da criação animal.

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No ponto monitorado no rio Piraí, na altura da ponte da BR 280, em Joinville, as amostras atenderam aos parâmetros do Conama/ Divulgação SEMA

O secretário Executivo do Meio Ambiente de Santa Catarina, Leonardo Porto Ferreira, explica que pode se tratar de um tipo de poluição difusa, ou seja, que não se refere a uma fonte pontual, o que demanda ações abrangentes. Uma das medidas que o Estado vai adotar é a elaboração de um Plano de Saneamento Básico, com o objetivo de coordenar ações de curto, médio e longo prazo, envolvendo diferentes agentes públicos e da sociedade civil organizada.

>>acesse o Boletim Qualiágua SC aqui<<

Porto Ferreira também destaca a importância do monitoramento constante da qualidade da água dos rios. “Até 2019 o Estado não contava com dados sistemáticos sobre as águas doces superficiais. Agora estamos construindo um banco de dados que é necessário para a efetividade e o avanço do processo de gestão de recursos hídricos. A construção da série histórica de dados possibilita a compreensão acerca da evolução da qualidade da água e a identificação das medidas necessárias para atingir as metas dos planos de recursos hídricos”, destaca.

Avanço no monitoramento
O Programa de Monitoramento da Qualidade das Águas de Santa Catarina, em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA) é uma das linhas de ação previstas no Plano Estadual de Recursos Hídricos (PERH). Ao todo, são monitorados 21 parâmetros da água doce superficial nos pontos analisados. As informações contidas nas campanhas anteriores podem ser consultadas nos relatórios disponibilizados no portal do Sistema de Informações de Recursos Hídricos de Santa Catarina (www.aguas.sc.gov.br).

O Qualiágua SC foi implementado em 2019, com 23 pontos de monitoramento da qualidade das águas dos rios. Em 2020 a rede foi ampliada para 40. O próximo passo é avançar no monitoramento para abranger cursos de água de todo o Estado, com a inclusão de mais 65 pontos de monitoramento na vertente hidrológica do interior, que abrange toda a faixa a Oeste da Serra Geral.



Marcionize Bavaresco
Jornalista | Gestão da Comunicação Institucional para Recursos Hídricos
Programa de Apoio à Pesquisa Aplicada na Área de Recursos Hídricos (Fapesc/SDE)
Secretaria Executiva do Meio Ambiente – Sema
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